A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta‑feira (14) que adotará a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre elegibilidade feminina, exigindo teste genético negativo para o gene SRY em todas as competições nacionais de quadra e praia.
A nova diretriz segue a política de proteção da categoria feminina do COI, publicada em março de 2026, e a obrigatoriedade de triagem SRY aprovada pela FIVB em setembro de 2025.
A medida determina quem pode disputar a categoria feminina no voleibol brasileiro, colocando em dúvida a permanência da única atleta transgênero da elite, Tifanny Abreu, e exigindo apoio médico e psicológico das federações.
Teste SRY passa a ser requisito para jogadoras
A CBV adotará, a partir de hoje, os critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, que limita a elegibilidade àquelas que apresentarem resultado negativo no gene SRY, responsável pelo desenvolvimento masculino. A coleta será pouco invasiva e de alta precisão, segundo o presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, João Olyntho.
Como a política será aplicada nas competições
Os critérios entram em vigor nas competições da Superliga A e B (temporada 26/27), na Supercopa de 2026, na Copa Brasil de 2027, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia adulto de 2027 e no CBVP Challenger de 2027. A recusa em fazer o teste não será considerada falta disciplinar, mas a atleta não poderá participar sem comprovar elegibilidade.
Impacto direto sobre Tifanny Abreu
A oposta trans do Osasco, Tifanny Abreu, treina para estrear no Campeonato Paulista contra o Pinheiros no sábado (15). Embora o torneio estadual ainda não esteja incluído na nova regra, sua participação na próxima Superliga dependerá do teste SRY. O clube divulgou surpresa pela decisão da CBV e informou que o departamento jurídico está avaliando a normativa para definir os próximos passos, reforçando apoio integral à atleta.
Histórico de regulamentação trans no voleibol brasileiro
Em 2017, a CBV já havia criado critérios específicos para atletas transgêneros. O cenário mudou em 2025, quando a FIVB tornou obrigatória a triagem do gene SRY, e, em 2026, o COI lançou a política que está sendo adotada agora pela CBV.
Fonte consultada: ge.globo.com. Consulta em 15/08/2026 às 07h27. Síntese produzida e revisada em duas etapas automatizadas, com base nas evidências citadas.

