A oposta Tifanny Abreu, de 41 anos e do Osasco, manifestou-se contra a política da Confederação Brasileira de Vôlei que impede a participação de mulheres trans, afirmando que continuará jogando no Campeonato Paulista apesar da controvérsia.
A CBV adotou a política do COI que exige teste genético negativo para o gene SRY para atletas femininas, valendo a partir da Superliga 2026/27, gerando dúvidas sobre a elegibilidade de atletas trans como Tifanny.
A decisão da CBV representa um retrocesso na inclusão de pessoas trans no esporte brasileiro, e a reação de Tifanny destaca o impacto direto sobre atletas, clubes, patrocinadores e a luta por direitos.
Tifanny Abreu fala contra a nova política da CBV
Após a derrota por 3 sets a 2 para o Pinheiros na estreia do Osasco, a atleta de 41 anos declarou que a CBV está tirando dela o amor pelo voleibol e a profissão que exerce há 10 anos, e que a medida afeta não só a ela, mas também seu clube, torcida e patrocinadores.
Em discurso emocionado, Tifanny qualificou a regra como um enorme retrocesso, comparando-a a práticas de testes de atletas dos anos 60 e 70, e afirmou que não ficará calada, prometendo tomar todas as medidas possíveis para defender a inclusão.
CBV adota política do COI e FPV mantém regras antigas
Na sexta‑feira (14), a Confederação Brasileira de Vôlei anunciou que, a partir da Superliga A e B da temporada 2026/27, atletas femininas deverão apresentar teste genético negativo para o gene SRY, conforme diretriz do Comitê Olímpico Internacional.
A Federação Paulista de Voleibol, porém, esclareceu que a nova norma foi publicada com o estadual já em andamento, de modo que o Campeonato Paulista segue as regras vigentes antes da mudança, permitindo que Tifanny jogue nesta edição.
Trajetória pioneira e importância da luta de Tifanny
Tifanny Abreu iniciou sua carreira em clubes brasileiros e no exterior, concluiu a transição de gênero e, em 2017, recebeu autorização da FIVB para competir nas categorias femininas, tornando‑se a primeira mulher trans a jogar na Superliga.
Depois de passar pelo Bauru até 2021, ela se transferiu para o Osasco, onde conquistou a Superliga, a Copa Brasil e o Campeonato Paulista na temporada 2024/25, sendo a primeira atleta trans a levantar o título nacional.
Fontes consultadas: ge.globo.com; Terra. Consulta em 16/08/2026 às 12h53. Síntese produzida e revisada em duas etapas automatizadas, com base nas evidências citadas.

