A atual número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, revelou à revista Time que, ao receber a notícia da morte do ex‑namorado, o ex‑jogador da NHL Konstantin Koltsov, em março de 2024, o tênis foi o que a impediu de sucumbir à depressão, levando‑a a focar nos treinos mesmo diante das críticas e da eliminação precoce no Masters 1000 de Miami.
Contexto
Em março de 2024, Sabalenka recebeu a notícia da morte de Konstantin Koltsov, seu então namorado, enquanto se preparava para estrear no Masters 1000 de Miami. Apesar da sugestão de seu técnico Anton Dubrov para um hiato, ela optou por competir, gerando críticas nas redes sociais.
Por que isso importa
O relato destaca a vulnerabilidade emocional de atletas de elite e a importância do esporte como ferramenta de enfrentamento de crises psicológicas, além de abrir espaço para discussões sobre saúde mental no tênis profissional.
Luto e decisão de permanecer nas quadras
A notícia da morte de Konstantin Koltsov chegou quando Sabalenka estava prestes a estrear em Miami, provocando um período de profunda tristeza. Ela descreveu que chorava durante os treinos e que o pensamento constante sobre a perda a deixava isolada.
Mesmo com o aconselhamento de seu técnico e de pessoas próximas para que se afastasse, a tenista decidiu entrar em quadra, acreditando que o foco nos treinos seria a forma de evitar que os pensamentos negativos dominassem seu dia a dia.
Críticas nas redes e desempenho no Masters
A escolha de competir gerou forte reação nas redes sociais, com muitos questionando se era saudável continuar jogando tão logo após a tragédia. Sabalenka, porém, manteve a rotina de treinos como mecanismo de sobrevivência.
No torneio, a bielorrussa foi eliminada na terceira rodada, o que, segundo ela, refletiu o estado emocional fragilizado, mas também confirmou que o tênis ainda lhe proporcionava uma válvula de escape.
Apoio de Georgios Frangulis e nova fase da carreira
Ainda em 2024, Sabalenka conheceu o brasileiro Georgios Frangulis, CEO de uma empresa de açaí, que se tornou seu parceiro e, posteriormente, noivo. O treinador Anton Dubrov ressaltou que Frangulis sempre buscou a opinião da equipe antes de decidir sobre a presença da atleta nos treinos ou partidas.
Esse apoio pessoal coincidiu com a ascensão de Sabalenka ao topo do ranking por mais de 100 semanas, colocando‑a ao lado de lendas como Serena Williams e Steffi Graf, e consolidando sua posição como uma das maiores tenistas da história.
Visão de futuro e mensagem para as crianças
Sabalenka afirmou que deseja ser lembrada como uma lutadora dentro das quadras, mas também como alguém divertida e equilibrada fora delas. Ela enfatiza a importância de que crianças compreendam a necessidade de equilibrar sonhos e bem‑estar, evitando que a obsessão pelos objetivos cause danos.
Com quatro Grand Slams no currículo e a defesa dos títulos do US Open marcada para o final de agosto, a tenista segue usando o esporte não apenas como profissão, mas como ferramenta de superação pessoal.
Fonte consultada: ge.globo.com. Consulta em 13/08/2026 às 14h09. Conteúdo redigido de forma original e submetido à validação editorial.

